sábado, 5 de janeiro de 2008

Castlevania: Symphony of the Night (Saturn/Playstation)



A série Castlevania é uma das mais famosas e bem sucedidas do mundo dos Games, criada pela Konami. No entanto, nunca mais foi a mesma com o lançamento de Symphony of the Night. Pode-se dizer que este jogo é um divisor de eras. Até então, você controlava caçadores de vampiros com chicote na mão por fases lineares e uma jogabilidade "travada". Agora, o herói é o filho de Drácula, Alucard. No lugar de chicotes, estão espadas, claymores e até katanas. Foi adicionado um toque de RPG e aventura ao jogo, e as fases são interligadas entre si, formando um inenso e único Castelo por onde se passará todo o game. As músicas tiveram um tratamento excepcional, dando ao jogo o título de uma das melhores trilhas sonoras dos games. Passagens secretas existem em todo canto, e inúmeros itens importantes estão espalhados pelo castelo, dando um desafio a mais pra quem já zerou o jogo e não tem mais o que fazer.



O jogo começa na batalha final contra o Drácula, direto do game que o antecede: Rondo of Blood. Na pele de Richter Belmont, você enfrentará Lord Drácula, mas nada muito difícil. Cinco anos após 
os acontecimentos de Rondo, Alucard inocentemente acorda de seu sono profundo devido a nova encarnação do 
Castelo das trevas, Castlevania. Adentrando a morada do mau, 
logo no início, você percebe o quão lentos e fracos os inimigos são, 
mas isso pode ser facilmente explicado: você começa com os melhores 
equipamentos do jogo. Passado o susto inicial,  
o jogador encontrará a amável senhora das trevas, que atende pelo nome de "Morte", e faz o favor de tomar todos os seus pertences para si. Mas não se preocupe, logo você encontrará uma faquinha e um escudo de madeira para progredir em segurança. No entanto, não muito longe dali, Alucard se depara com o primeiro de muitos chefes que enfrentará. Bem, na verdade são dois, mas não são muito dificeis, com três ou quatro vidas é possível derrota-los. Após a a batalha, o jogador é recompensado com um item que aumenta a capacidade máxima da energia (cópia da Heart-Tank do Mega Man X). Como deu pra perceber, o início do jogo é bem complicado, mas não se preocupe, vai ficar pior. Alucard terá acesso a mais áreas, enfrentará novos inimigos e encontrará mais itens úteis (ou não... é sério).



Symphony é realmente um jogo obscuro. É comum, em certas partes, você encontrar inimigos tão, mas tão fortes, que farão você voltar por medo pra subir de nível matando inimigos mais fracos em áreas ja exploradas. O pior é que mais adiante, será comum você encontrar versões mais avançadas desses inimigos, e pior ainda, em bandos de três ou quatro sedentos por sangue. Mas a Konami é generosa com os jogadores e disponibilizou no jogo, pergaminhos que ensinam novos ataques e magias para Alucard. Existe até um velhinho vendedor na biblioteca do castelo que vende itens, equipamentos, comida e até vídeos ensinando a derrotar os chefes (!!!). O pior erro do jogo mesmo, são os gráficos. São 2D tão magníficos que farão você parar de jogas só para contempla-los, fazendo com que os inimigos te ataquem, inimigos estes que estão igualmente perfeiros assim como o cenário e o próprio Alucard, que possui inúmeros Sprites de animação da melhor qualidade. Falando em cenário, estágios interligados e áreas dependentes, não é difícil reconhecer a fonte de inspiração da Konami: Metroid.



Okey, você chegou ao final do jogo? Legal. O que? O chefe final não é o Drácula? Ráaa, então você ainda ta na metade da história, pobre gamer... Depois de chegar ao suposto "final", você deve explorar novamente Castlevania... de ponta cabeça! A partir desse ponto, é hora de separar homens de crianças. O desafio aumenta muito, seu nível e todos os seus itens e habilidades parecem não fazer efeito aqui e são praticamente inúteis. No Castelo 2 (ou castelo invertido), existem novos equipamentos para coletar, e novos chefes para enfrentar, chfes que dessa vez lhe recompensam com cinco tesouros do Drácula. Somente ao coletar estes cinco tesouros você poderá enfrentar o verdadeiro Chefe final, Seu pai, Lord das Trevas e Senhor do Caos: Drácula. Não é tarefa fácil adquirir 200% no jogo (100% em cada jogo). É preciso explorar cada área e adquirir todos os itens. Existem armas escondidas dentro de inimigos, Equipamentos dentro de salas secretas e por ai vai. Para alcanças tais áreas, Alucard precisará abusar de suas habilidades, e para isso, conta com sua transformação de Lobo, Morcego e Fumaça (!!!). Para ajudar com os inimigos, você pode contar com a ajuda de alguns amiguinhos: um morcego, uma fada, um demônio, uma espada voadora e um fantasma...



Enfim, SotN é um jogo bem Hardcore, mas que recompensa os jogadores com gráficos e sons magníficos, uma história complexa, jogabilidade refinada, 4 finais diferentes, 2 áreas exclusivas para jogadores do Saturn (apesar de a versão Playstation sair ganhando com efeitos de transparência e objetos 3D) e a possibilidade de destravar personagens extras, como Richter e Maria (também exlusiva da versão Saturn, céus..). Enfim, se você for fã de um jogo difícil, SotN é pra você. Se é fã da série, esse jogo é obrigatório. Se gosta de gráficos e curte um som orquestrado de primeira, SotN também é pra você. Mas se você não se encaixa em nenhum dos quesitos acima, SotN também é para você.

Nota: 10

Download: Emuparadise

Mega Man X (Super Nintendo)



Gênero:
Ação/Plataforma

Mega Man X marca a estréia da franquia no Super Nintendo. Lançado em 1993 no Japão (sob o nome de Rock Man X, originalmente). O game está mais "maduro", e isso pode ser explicado pelo fato de a Capcom resolver mudar o visual da série para estreiar num 
videogame de nova geração (até então, na época). Dessa vez, o vilão não é Dr. Wily. Em seu lugar, temos um inimigo muito mais perigoso: Sigma. Não existe o cão Rush, nem chefes de fase com o sufixo "Man" no nome, que foram substituídos por espécies de "Robôs-Animais-Humanos" (é sério). Tudo mudou, o história agora é no futuro e Megaman ganhou novas habilidades e trambolhos poderosos.



A história do jogo se passa no ano 21XX. Dr. Light (sim, aquele mesmo velhinho carismático dos outros jogos) constrói um Robô com capacidade própria de pensar e agir, e o batizou de X (erroneamente chamado de Mega Man X, por muitos) . No entanto, Dr. Light resolveu desativa-lo para que ele possa, futuramente, ser a esperança do Mundo, talvez até do Universo. Em 
uma de suas escavações, o cientista botânico Dr. Cain encontra a cápsula onde X permanecia desativado.
Percebendo que estava diante de uma tecnologia absurda, Dr, Cain estuda a anatomia de X e desenvolve novos robôs a partir disso, denominados Reploids, que também possuem livre arbítrio. Dentre esse robôs, há aqueles que se voltam contra os humanos. Estes são os "Mavericks". No entanto, para se defender de tal ameaça, foi criado a "Maverick Hunters". 
O líder desta equipe era Sigma, que se tornaria o pior pesadelo de X mais tarde.
Curiosamente, Sigma foi desenvolvido com um chip neural interno capaz de impedir que o mesmo se rebelasse um dia...



Com os Maverick Hunters no comando, tudo estava sob controle. Mas como nem tudo são flores, existia um pentelho vermelho que dava mais dor de cabeça que os demais Mavericks: Zero. Este foi criado pelo maléfico, Lunático e sem nada pra fazer, o temível Dr. Wily. Zero era terrivelmente poderoso. Sozinho, e sem ajuda de ninguém, conseguiu acabar com todo um batalhão de Maverick Hunters. Sabendo disso, Sigma foi tratar de uns assuntos pessoalmente com Zero, para evitar mais perdas. A reunião não foi nada delicada, e Sigma saiu totalmente ferido. 
À beira da morte, conseguiu fugir após um ataque epiléptico de Zero. No entanto, Sigma foi contaminado com o vírus que atormentava Zero, mas ainda não apresentava sinais de rebeldia, afinal, ele possuia um chip neural de segurança...
Zero foi consertado por Dr.Cain, e se tornou um Maverick Hunter e amigo muito próximo de X (hmm...). Nesse momento, Sigma se revela um cara malvadão e recruta vários Reploids para se aliarem a ele. O resto da história... nah!!! Descubra jogando. Escrever aqui seria um spoiler...



Okey, okey, vamos agora para a análise técnica e crítica do game. Eu como fan boy assíduo da série, diria que a jogabilidade é perfeita, os gráficos possuem uma beleza ímpar e os sons tem qualidade de Cinema. Mas não é bem assim... por ser o primeiro jogo, Mega Man X realmente é muito bom, mas tem seus defeitos, apesar de quase nulos. Vamos primeiro as novidades introduzidas na série, a partir desse jogo.

  1. Fase inicial introdutória: Serve pra você se acostumar com a jogabilidade e treinar os comandos de X. Aqui você conhece os inimigos e os obstáculos clichês dos jogos de plataforma.
  2. Wall Jump: Um movimento novo... usado isso aqui, você pode escalar paredes. Sim, como Ninja Gaiden!
  3. Heart-Tanks: Aumenta sua energia, ou se preferir, seu "sangue". Pois é, diferente dos jogos anteriores, X começa com um tamanho insignificante de Life e morre com dois ou três tiros. Item importante!
  4. Sub-Tanks: Se a série evolui e se torna cada vez melhor, o mesmo não pode se dizer sobre as parafernalhas do jogo. Diferente das E-tanks, que recarregavam sua energia instantaneamente, aqui você precisa reabastece-lo, catando esferas de life no jogo. Além disso, você só possui quatro desses elementos! Bem trevas...
  5. Cápsulas do Dr.Light: Servem para deixar X mais bonito, e de quebra, faz com que ele ganhe novas habilidades. Você pode ganhar mais poder de fogo, Quebrar bloquinhos com a cabeça e capacidade de suar o Dash, movimento que substitui o carrinho da série clássica.
  6. Hadouken: Easter-Egg da Capcom. Aqui você aprende uma das técnicas mais famosas do mundo dos videogames, o Hadouken, de Street Fighter. Na verdade, quando se fala em Hadouken, todos já sabem a qual série pertence. Agora eu pergunto: me diga o nome de um golpe famoso de Mortal Kombat!



Agora eu vou relacionar os defeitos, que são três: primeiro, para um gamer hardcore, que curte zerar os jogos de videogame sem coletar itens, este jogo fica devendo. Há upgrades obrigatórios em certas fases.O segundo defeito é que não da pra jogar com Zero... e por último, esse jogo acaba com sua vida social até que você o 
finalize pelo menos umas oito vezes. Okey, não são exatamente defeitos, mas é pra mostrar
que até um Fan Boy de Mega Man sabe apontar coisas negativas de sua série favorita.

Nota: 9

Download: Emuparadise


Chrono Trigger (Super Nintendo)


Gênero: RPG

É incontestável a genialidade depositada nesta obra que revolucionou os RPGs, pelo menos na época. É incontestável a criatividade usada para gerar uma história tão envolvente e que nos faz, as vezes, nos sentir parte dela. É incontestável o número de inovações e peculiaridades que fizeram deste jogo um verdadeiro clássico da era do Super Nintendo, vulgo Snes, a qual outros grandes jogos do gênero poderia dificultar o sucesso de Chrono Trigger. Mas não, Chrono Trigger é muito mais do que isso. Quem não jogou poderá está perdendo a chance de testemunhar a origem (ou pelo menos a tentativa) dos RPGs de hoje. É claro que eu não quero dizer que todos os RPGs atuais são iguais, mas enfim...



Ao começar, você ajusta suas configuarções de jogo, começando pelo nome do personagem (Crono), tipo de batalha (Os inimigos atacam ou não atacam enquanto você decide o que fazer: atacar, usar itens..), entre outros. Você acorda numa bela manhã no ano 1.000 A.D. pela sua mãe, e vai até a Feira do Milênio e conhece Marle, que na verdade é... (ops, spoilers), enfim, Marle é dragada para um portal do tempo gerado da invenção criada por Lucca, amiga de Crono e é aí que a aventura começa.
Pode não parecer o começo mais fantástico de todos, mas você verá ao longo do jogo que cada história "puxa" outra e assim por diante. Você conhecerá mais personagens com sua própria história, como o cavaleiro Frog, que foi transformado em sapo através de uma maldição lançada pelo feiticeiro Magus, que também entrará para seu grupo, ou não. Há também personagens de épocas bem distintas, como a guerreira Ayla, que veio da pré-história, e o robo chamado Robo (????) que é encontrado por Crono, Lucca e Marle e cia e é consertado por Lucca.
Logo, você descobre que há uma espécie de parasita-alien chamado Lavos, que surge do fundo da Terra em 1.999 A.D. e destrói completamente o planeta. Mas você não irá deixar isto acontecer, não é?
Além de possuir um sistema de batalha incomum, você pode ver os inimigos ao seu redor, e poderia evitar batalhas apenas não passando perto deles. Inovação esta que torna o jogo muito mais interessante do que a maioria dos RPGs em que os inimigos surgem do nada enquanto estiver andando pelo cenário. E não parava por aí, além dos pontos de experiência que você adquiria dos inimigos, há também os Tech Points, que você pega para aprender novas técnicas, independente do nível em que esteja. Além das técnicas comuns, você ainda podia combinar ataques de dois ou até os três presonagens de seu grupo e formar um ataque muito mais poderoso. Entretanto, tá certo que estas combinações, na maioria das vezes é um tremendo desperdício de TP, mas ainda sim é uma inovação que merece ser citada.
Os gráficos também são um show a parte neste jogo. Eles tem seu brilho especial, e o áudio, então.... Sem palavras. É uma das melhores trilhas sonoras de video-game, não minha opinião e com certeza deve bater muita trilha sonora orquestrada da geração atual de games.


Muitas vezes, para progredir, você precisará viajar no tempo para "consertar" certos eventos na história. Com a ajuda de portais do tempo ou da máquina chamada Epoch, que será encontrada mais tarde. São seis épocas as quais você irá viajar no total: 65.000.000 B.C. (Pré-história), 12.000 B.C. (Idade das Trevas), 600 A.D. (Idade Média), 1000 A.D. (Presente), 1999 A.D. (Dia de Lavos) e 2.300 A.D. (Futuro). Há também uma espécie de "área" ou "época" chamada Fim dos Tempos, aonde você você entra em pilares para viajar pelas épocas antes mencionadas.
O jogo também não é conhecido somente pela história, pelo fato de viajar pelo tempo, mas também há um outro fator que o fez se destacar entre os joggos de RPG da época e é motivo para jogar este jogo várias vezes: Este jogo possui vários finais diferentes! São 13 no total (Exceto o final em que você perde para Magic). Alguns desses finais possuem algumas variações dependendo de suas ações durantes o jogo. A maioria desses finais só poderão ser vistos somente quando habilitar o modo "New Game +", aonde você começa o jogo novamente, mas você começa com o mesmo nível, equipamentos e itens do jogo anterior.
O único, eu disse o ÚNICO pecado deste jogo é que ele é curto demais, especialmente por ser um RPG de Super Nintendo, que até hoje são os melhores e os mais bem elaborados, na minha opinião. Erro que é compensado graças ao fato de haver vários finais e você é obrigado a enfrentar Lavos em momentos diferentes do jogo. Há também as Side-quests que também podem influenciar no final do jogo. No final, este jogo conseguiu fazer, impecavelmente este erro passar desapercebido.
Enfim, tudo isso é apenas um resumo de que Chrono Trigger é um clássico, aliás uma lenda que não pode faltar no seu "histórico gamer", e muito menos se você aprecia de verdade jogos de RPG. Acredite, este jogo não deixa a desejar em nenhum minuto, e com certeza irá te desprender do limitado mundo dos Hadookens e Shoryukens.

Nota: 9,5

Download: Emuparadise

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Mortal Kombat II (Super Nintendo)

Gênero: Luta

OK, pessoalmente eu prefiro Mortal Kombat a Street Fighter, mas deixemos de lado a "guerrinha" entre jogos e vamos relembrar este clássico, que ainda sim, é considerada o melhor de toda a série Mortal Kombat. Mortal Kombat II foi um dos jogos onde pode-se dizer que realmente superou seu antecessor, com gráficos melhorados, novos personagens, novos Fatalities (Diga-se de passagem: Os mais criativos da série, na minha opinião), a adição de Friendships (Finalizações animadas) e Babalities (Aonde o lutador derrotado é transformado em um bebê!). Isso sem falar que há ainda a chance de lutar contra lutadores secretos, os quais, pode-se dizer que são mais "apelões" que os lutadores normais.



Mortal Kombat II trouxe novos personagens, é claro, mas Sonya e Kano foram removidos do jogo, dando lugar a Baraka, Kitana, Mileena, Jax e Kung Lao ao time dos personagens já conhecidos do jogo anterior: Liu Kang, Johnny Cage, Reptile (Que antes era um lutador secreto de Mortal Kombat), Sub-Zero, Shang Tsung (Que foi o último cheefe de Mortal Kombat), Scorpion e Raiden. Resultando no total de 12 personagens controláveis, com exceção de Kintaro, Shao Kahn e os lutadores secretos: Jade, Smoke e Noob Saibot.



A dificuldade de Mortal Kombat II, pode-se dizer que seguiu a linha do jogo anterior, mas foram removidos os (absurdamente difíceis) Endurance Rounds, os quais você lutava com mais de um oponente em um único round! Mas não fique tão animado assim. Você terá que encarar os DOZE personagens, ao derrotá-los, você enfrentará Kintaro, e finalmente será desafiado por Shao Kahn, o soberano de Outworld. Ao derrotá-lo, você poderá ver um breve final de seu personagem (Infelizmente é só um texto, mas tá valendo) e verá os créditos.
Tá, você já terminou o jogo, e agora? O quê fazer? Desafie seus amigos e faça-os sangrar e acabe com eles usando seus Fatalities ou faça pouco caso dele usando seu Friendship e Babality. Infelizmente, a série não é tão apreciada assim, a maioria prefere lançar seus Hadookens e Shoryukens e ver seu oponente apenas estirado no chão, ao invés de vê-lo sendo esmagado, estripado, degolado, queimado vivo, engolido, mas.... acalme-se, é apenas um jogo!

Nota: 8,5

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ninja Gaiden (NES)

Gênero: Ação/Plataforma

Muito bem, ta certo que este jogo é bem arcaico mesmo, já vai fazer uns 20 anos que ele foi lançado, mas o fato é que Ninja Gaiden é um daqueles jogos que realmente despertam aquela aclamada nostalgia da era 8 bits, a qual os jogos eram absurdamente difíceis, e o pior: Nada de saves, nem continues e nenhuma das mordomias da era atual dos games, e merece ser lembrado por isso. Poderia ser descrito como o jogo curto e grosso que faz você querer chegar até o fim para ver todos os detalhes da história de Ryu Hayabusa. Um jovem guerreiro do Ninja Dragon Clan, que ao receber a carta de seu pai que "Iria para uma luta a qual não sabia se voltaria vivo", vai atrás dele.





Logo no primeiro ato (act) da fase, você tem a chance (talvez a única) de se familiarizar com os comandos do jogo e as habilidades de Ryu para o resto do jogo. Não é muito difícil, porém, a partir do ato 2 a coisa realmente começa a esquentar. Não, nem tudo está perdido, pois Ryu pode contar com as Artes (Habilidades) dentro dos triângulos, velas, pássaros e outras parafernalhas que você possa encontrar ao longo dos atos, como a Art Of Fire Wheel (Os círuculos de fogo), Shurykens, Windmill Shurykens (As estrelas ninja laranjas que vai e voltam como se fosse bumerangue), a chama que te deixa invencível por um curto período derrubando qualquer inimigo o qual você entre em contato, a ampulheta que deixa todos os inimigos paralisados por um tempo e a arte a qual Ryu realiza um ataque giratório com sua espada no ar que é letal para qualquer chefe. Entretanto, chegar no chefe de qualquer ato com esta última e preciosa arte é um desafio.




Sobre a dificuldade do jogo, como eu já disse, é insana! O jogo é repleto de inimigos em toda parte. Prepare-se para perder muitas vidas e continues nas mãos de boxeadores, múmias, morcegos, soldados, cheetahs e os temidos pássaros (Sim, além de serem a maior preocupação de te jogar a um abismo abaixo ele causa a maior quantidade de dano no jogo que qualquer outro inimigo comum). Os chefes, entretanto, graças a Deus, não são tão difíceis assim, embora você ainda perca algumas vidas tentando descobrir os padrões de seus ataques e suas fraquezas. Mas o maior desafio é o tempo. Muitas vezes, é quase impossível concluir um ato antes que o tempo termine, a primeira viagem, mas isso não é um defeito exatamente, não? Após os seis longos atos você será desafiado por The Jaquio e o demônio, depois você será recompensado com o final e aí sim você poderá dizer "Sim, agora eu sou um gamer expert!". Pois você acaba de terminar um excelente jogo do Nintendinho (e o mais difícil da trilogia do console) e voltou no tempo jogando esta obra de arte de 8 bits!

Nota: 9,5

Download: Emuparadise

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

HAIL!

Primeira postagem somente pra estrear meu novo blog, o Ataque Tartaruga! Aqui vocês irão ler tudo e mais um pouco sobre os jogos. Não, nada de jogos dessa nova geração, e sim os Old School! Aqueles que faziam a gente perder horas xingando uma televisão por que não passávamos de fase, ou derrotávamos aquele chefão final. Era foda, mas também, quem sabe falaremos dos jogos atuais também. hehehehe

Enfim, espero que gostem, fui...